O câncer no sangue é mais trabalhoso de ser identificado porque não há a
formação de um tumor sólido. As células cancerosas ficam em circulação.
Hoje, apesar de rotineiro e bem estabelecido, o processo é longo e
envolve uma série de componentes laboratoriais importados e de alto
custo.
"Um dos principais gargalos ao atendimento de saúde no Brasil é o
diagnóstico. Se nós criarmos estratégias para que ele seja mais rápido e
barato, poderemos salvar vidas", diz Valtencir Zucolotto, do Grupo de
Nanomedicina e Nanotoxicologia da USP de São Carlos.
Hoje, há diversos testes de diagnóstico de leucemia, com maior ou menor
grau de complexidade. Além de detectar as células cancerosas, exames
mais específicos podem informar ainda o subtipo da doença. Quanto mais
detalhada for a análise, mais caro o exame. Alguns ultrapassam os US$
2.000.
Segundo o Zucolotto, o método poderia ser uma alternativa para um
diagnóstico rápido para pacientes com suspeita da doença, uma primeira
abordagem para ver se há necessidade de fazer exames mais completos.
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