Os dados foram apresentados durante a World Travel Market Latin
America, que reúne empresários e profissionais de turismo em São Paulo.
De acordo com a diretora executiva do FOHB, Flávia Matos, a situação
pode ser explicada pela alta capacidade hoteleira da cidade de São Paulo
que, segundo ela, "pode acomodar muito mais do que uma Copa do Mundo".
Ela lembra que existe hoje na capital uma ocupação motivada
principalmente pelo turismo de negócios, que é o que movimenta o setor
em São Paulo. "Tanto que, quando tem uma Copa do Mundo, você vê como é
que fica a situação da taxa de ocupação na cidade", ressaltou.
Em fevereiro, a presidente da Alagev (Associação Latino Americana de
Gestores de Eventos e Viagens Corporativas), Viviânne Martins, declarou à
Agência Efe que a Copa do Mundo prejudicaria as viagens corporativas no
Brasil. "Um evento como a Copa faz com que os clientes corporativos
façam blackout de pelo menos 70 dias dentro de suas empresas, fazendo
com que o número de viagens diminua", afirmou ao destacar a necessidade
do setor de focar em novos mercados neste ano.
Em uma escala menos crítica, cidades tipicamente turísticas como
Salvador e Curitiba também sofrem com baixas taxas de ocupação, com 57% e
44% respectivamente, durante os dias de jogos. "A gente entendeu (com o
levantamento) que o que faz com que as pessoas fiquem numa cidade é
primeiro a atratividade dos jogos associado à atratividade da cidade e o
acesso facilitado àquela cidade", explicou a diretora executiva do
FOHB.
Diante dessa situação, o Fórum teme sofrer com prejuízos em plena
Copa do Mundo em locais que não conseguiram ter jogos tão populares como
as quartas de finais ou que não são tão atraentes para o turista
estrangeiro como o Rio de Janeiro. "A gente ainda tem tempo para tentar
comercializar e montar roteiros para ver se a gente ainda consegue
reverter essa taxa de ocupação que se revela muito mais baixa em relação
ao mesmo período de anos anteriores", disse Flávia. (EFE)
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