“Eu preciso de
descanso inicialmente. Essa decisão, eu tomei naqueles 22 dias que tirei
em janeiro. Eu estive na Grã-Bretanha e na Franca. Aquilo foi
decisivo”, afirmou.
Em entrevista, Barbosa explicou que o motivo
da aposentadoria antecipada foi “o livre arbítrio”. Ele esclareceu que,
desde sua sabatina para o cargo, na Comissão de Constituição de Justiça
(CCJ) do Senado, em 2003, deixou claro que deixaria o Supremo antes de
completar 70 anos. “A minha concepção da vida pública é pautada pelo
princípio republicano. Acho que os cargos devem ser ocupados por um
determinado prazo e depois deve-se dar oportunidade a outras pessoas. E
eu já estou [no STF] há 11 anos.”
Barbosa desconversou quando foi questionado
sobre como ficarão os processos de execução das penas dos condenados na
Ação Penal 470, o processo do mensalão. Ainda não foi definido se os
processos serão distribuídos para Lewandowski ou para o ministro que for
indicado pela presidenta Dilma Rousseff para ocupar a vaga de Barbosa.
“Esse assunto está completamente superado. Sai da minha vida a Ação
Penal 470 e espero que saia da vida de vocês. Chega desse assunto”,
afirmou.
Agência Brasil
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