A equipe da Delegacia Especializada em Homicídios (DEHOM) concedeu
entrevista coletiva na manhã dessa segunda-feira (0 06) para dar
detalhes sobre a prisão de três envolvidos no assassinato do italiano
Enzo Albanese, morto no último dia 02 de maio, em frente à sua
residência, no bairro de Capim Macio, Zona Sul de Natal. A Operação
denominada “Pedra de Fogo” contou com a colaboração do Grupo de Atuação
Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO). Uma disputa por
questões financeira motivou o assassinato.
Na última sexta-feira (30) foi preso pela polícia italiana, Pietro
Ladogana, acusado de ser o autor intelectual do crime. A prisão
aconteceu no aeroporto de Fiumicino, em Roma, quando ele tentava
embarcar para o Brasil. No mesmo dia os policiais civis da DEHOM
prenderam em Natal, a ex-mulher de Pietro, Tamara Ladogana, acusada de
dar apoio no homicídio e o Policial Militar Alexandre Douglas Ferreira,
acusado de ser o executor do crime. Os três suspeitos foram presos por
força de mandados de prisão temporária expedidos pela 2ª Vara Criminal
de Natal. Também foram cumpridos doze mandados de busca e apreensão.
A a vítima teria descoberto e denunciado a fraude de uma dessas
empresas administradas por Pietro Landogana. A Empresa é a Globo
Construções LTDA, que teria adquirido a Fazenda Telha, localizada em
Ielmo Marinho. A propriedade foi transferida ilegalmente para laranjas e
depois para Pietro. “Enzo era procurador de um dos sócios da empresa,
fazendo a cobrança de alugueis de imóveis. Ele descobriu o esquema
fraudulento e denunciou a um dos sócios dessa empresa cerca de um mês
antes de seu assassinato. Após a denúncia, ele passou a receber ameaças
de morte, uma delas do policial Alexandre Douglas”, detalhou Rolim. A
vítima chegou a registrar um boletim de ocorrência e denunciou as
ameaças a sócios da empresa.
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