segunda-feira, 14 de julho de 2014

Operação Copa do Mundo da PRF registra mil mortes no trânsito em 50 dias

Em reunião com os 16 ministros responsáveis pela organização da Copa para fazer um balanço do evento, a presidente Dilma Rousseff aproveitou para atacar os críticos do Mundial e o “pessimismo” da imprensa. A reunião faz parte de uma estratégia delineada pela cúpula da campanha petista e do governo para martelar o que se convencionou no Planalto ser a “Copa das Copas”.

O termo, cunhado pelo marketing da campanha tem sido usado em discursos e nas redes sociais por todo o governo federal e, em particular, por Dilma. Nesta segunda, ela disse que o país demonstrou “capacidade de organização” e “derrotou” uma “previsão pessimista”. “Os vaticínios, os prognósticos que se faziam sobre a Copa eram dos mais terríveis possíveis. Começava com o 'não vai ter Copa' até 'nós teremos a Copa do caos'. O estádio do Maracanã, que ontem foi palco de um evento belíssimo, ia ficar pronto só em 2038, ou 2024. Enfim, não ficaria pronto nunca”, disse ela.

O balanço do torneio envolveu 16 ministros, dos quais 12 discursaram por cerca de 2h30. Dilma foi uma espécie de mestre de cerimônias, mas não ficou até o fim. Depois de destacados esforços nas áreas de infraestrutura, telecomunicações, turismo, segurança e defesa, ela foi embora, sem responder a perguntas abertas aos demais integrantes de sua equipe.

Coube ao ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil) fazer as críticas mais contundentes à imprensa. Ele apontou, sem citar o nome dos veículos, publicações como a de 12 de junho passado da Folha, data de abertura da Copa. “A revista de maior tiragem do Brasil ('Veja') fez uma manchete: '2038: por critérios matemáticos os estádios da Copa não ficarão prontos a tempo'. (...) O jornal de maior tiragem do país, no dia de abertura da Copa, tinha a seguinte manchete: 'Copa começa hoje com seleção em alta e organização em xeque'”, disse o ministro. Ele ressaltou o “papel fundamental” da imprensa em “apontar problemas”.

“Mas, se a gente fizer uma análise sóbria hoje, talvez nós perdemos duramente a taça, mas o Brasil ganhou a Copa.” Apesar da derrota da seleção, a avaliação do Planalto é que a Copa foi um sucesso - “e o governo deu uma imensa contribuição”, conforme ilustrou Mercadante. O balanço teve uma série de slides com números que vão da quantidade de helicópteros aos “terabytes” transmitidos de dentro dos estádios. Dilma caiu na gargalhada quando, quase ao final, o ministro Gilberto Occhi (Cidades) disse que não se estenderia pelos mais de 50 slides que tinha para apresentar. Segundo o governo, o Brasil recebeu mais de um milhão de estrangeiros e três milhões de turistas brasileiros. A expectativa inicial era 600 mil turistas estrangeiros.

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