Em reunião com os 16 ministros responsáveis pela
organização da Copa para fazer um balanço do evento, a presidente Dilma
Rousseff aproveitou para atacar os críticos do Mundial e o “pessimismo”
da imprensa. A reunião faz parte de uma estratégia delineada pela cúpula
da campanha petista e do governo para martelar o que se convencionou no
Planalto ser a “Copa das Copas”.
O termo, cunhado pelo marketing da campanha tem sido
usado em discursos e nas redes sociais por todo o governo federal e, em
particular, por Dilma. Nesta segunda, ela disse que o país demonstrou
“capacidade de organização” e “derrotou” uma “previsão pessimista”. “Os
vaticínios, os prognósticos que se faziam sobre a Copa eram dos mais
terríveis possíveis. Começava com o 'não vai ter Copa' até 'nós teremos a
Copa do caos'. O estádio do Maracanã, que ontem foi palco de um evento
belíssimo, ia ficar pronto só em 2038, ou 2024. Enfim, não ficaria
pronto nunca”, disse ela.
O balanço do torneio envolveu 16 ministros, dos
quais 12 discursaram por cerca de 2h30. Dilma foi uma espécie de mestre
de cerimônias, mas não ficou até o fim. Depois de destacados esforços
nas áreas de infraestrutura, telecomunicações, turismo, segurança e
defesa, ela foi embora, sem responder a perguntas abertas aos demais
integrantes de sua equipe.
“Mas, se a gente fizer uma análise sóbria hoje,
talvez nós perdemos duramente a taça, mas o Brasil ganhou a Copa.”
Apesar da derrota da seleção, a avaliação do Planalto é que a Copa foi
um sucesso - “e o governo deu uma imensa contribuição”, conforme
ilustrou Mercadante. O balanço teve uma série de slides com números que
vão da quantidade de helicópteros aos “terabytes” transmitidos de dentro
dos estádios. Dilma caiu na gargalhada quando, quase ao final, o
ministro Gilberto Occhi (Cidades) disse que não se estenderia pelos mais
de 50 slides que tinha para apresentar. Segundo o governo, o Brasil
recebeu mais de um milhão de estrangeiros e três milhões de turistas
brasileiros. A expectativa inicial era 600 mil turistas estrangeiros.
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