A campanha de Alckmin não quis se manifestar. Procurado pelo G1,
o Facebook informou que não comenta casos específicos. "De acordo com
os nossos termos e políticas, os anunciantes são responsáveis por
assegurar que seus anúncios estejam de acordo com todas as leis,
estatutos e regulações aplicáveis. O Facebook está preparado para
atender às demandas da Justiça Eleitoral", diz a nota.
Com o não atendimento da determinação, o magistrado aumentou a multa, que até então seria de R$ 10 mil por dia de descumprimento, para R$ 100 mil diários.
Com o não atendimento da determinação, o magistrado aumentou a multa, que até então seria de R$ 10 mil por dia de descumprimento, para R$ 100 mil diários.
A ordem judicial foi em decorrência de processo movido pela coligação
majoritária São Paulo Quer o Melhor (PMDB / PDT / PSD / PP / PROS), de
Paulo Skaf, contra Alckmin, Facebook do Brasil e contratantes de links
patrocinados.
Segundo a ação, o governador teria aumentado o número de seguidores em
seu perfil na rede social Facebook por meio propaganda paga na internet,
o que é proibido pela legislação eleitoral. O magistrado ainda não
analisou o mérito da questão.
A campanha de Skaf afirma que o tucano, com o recurso dos links
patrocinados, conseguiu multiplicar o número de pessoas que curtiram o
perfil e passaram a fazer parte da base que recebe notícias sobre as
eleições por meio dessa página no Facebook.
Ainda segundo a coligação, a página demorou quatro anos para chegar aos
100 mil seguidores até dezembro de 2013. Seis meses depois, esse número
subiu para 320 mil.
Além da identificação dos links e posts patrocinados, os partidários
pediram que o número de pessoas que curtiram a página por terem clicado
no link patrocinado também seja identificado. O objetivo é aferir em
quanto a estratégia teria conseguido aumentar o número de curtidores da
página de Alckmin.
A campanha de Skaf quer que o Facebook retifique o número de
curtidores do perfil de Alckmin e só contabilize aqueles que foram
registrados sem uso de links patrocinados.
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