Segundo a convocação difundida na página na internet do estatal
Instituto de Regulamentação e Controle da Cânabis (IRCCA), o edital tem
duas etapas: dos candidatos que se apresentarem a um chamado de
interesse, até 18 de agosto, uma comissão técnica do IRCCA selecionará
uma lista de até 20 "interessados qualificados".
Dessa lista,o IRCA escolherá "um máximo de cinco candidatos", aos
quais dará uma licença no período de até cinco anos para produzir e
distribuir entre uma e duas toneladas anuais de cânabis psicoativa para
venda nas farmácias.
Os produtores deverão planejar plantas 100% femininas e prever "uma
colheita escalonada para permitir a entrega do produto às farmácias em
média a cada 15 dias, ao longo de todo o ano, de forma regular",
acrescentou.
A produção será feita em um prédio único de propriedade do estado,
situado no departamento (estado) de San José (sudoeste), que "contará
com um sistema de guarda no perímetro 24 horas por dia, 365 dias por
ano".
Segundo cifras oficiais, serão necessárias entre 18 e 22 toneladas
anuais para abastecer um mercado estimado em 150.000 consumidores. Esses
usuários deverão ser registrados para ter acesso à maconha, mediante o
cultivo em clubes, o cultivo privado, ou a compra nas farmácias,
escolhendo uma única opção e com quantidades limitadas.
Mas, como este registro ainda não está em funcionamento, se começará
com uma produção menor, que será gradativamente aumentada com base na
demanda - antecipou no mês passado à AFP o secretário-geral da Junta
Nacional de Drogas, Julio Calzada.
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