A presidenta Dilma Rousseff informou nesta sexta-feira (19) que vai
pedir ao Superior Tribunal Federal (STF) o acesso aos depoimentos
prestados pelo ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, na Polícia
Federal (PF), em que ele teria apontado o envolvimento de autoridades do
governo em um suposto esquema de corrupção na estatal. O pedido,
segundo Dilma, será encaminhado ao ministro do STF Teori Zavascki,
relator do caso na Corte. “Eu quero saber. Não é possível que a revista
Veja [que publicou reportagem sobre o assunto] saiba alguma coisa e o
governo não saiba quem está envolvido”, disse a presidenta, que afirmou
que não tomará medidas “baseada no disse-me-disse”. O governo já havia
pedido acesso às declarações feitas por Costa à PF e ao Ministério
Público Federal, que negaram a solicitação.
O ex-diretor da Petrobras
prestou as informações em um acordo de delação premiada. Na negativa, em
ofício enviado ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, o
procurador-geral da República, Rodrigo Janot, explicou que o sigilo do
depoimento tem que ser mantido até que a Justiça transforme o caso em
ação penal. “Agora pedirei ao juiz. Quero ser informada se no governo
tem alguém envolvido”, acrescentou Dilma, que voltou a criticar o
vazamento de informações do depoimento de Costa. Segundo a presidenta,
esse tipo de prática compromete as provas, o que pode impedir a
condenação e aumentar impunidade.
“Não reconheço na revista Veja, nem em
nenhum outro órgão de imprensa o status que tem a Polícia Federal, o
Ministério Público e o Supremo. Não é função da imprensa fazer
investigação. Eu não pré-julgo e não comprometo a prova”, acrescentou.
Informações da Agência Brasil.
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