A presidente Dilma Rousseff, candidata a reeleição à presidência da
República pelo PT, não poderá usar programa ‘Mais Médicos’ em sua
propaganda eleitoral. A decisão foi do ministro do Tribunal Superior
Eleitoral (TSE), Admar Gonzaga, que determinou a retirada de trecho
sobre o programa, que foi ao ar no último dia 28 de agosto. Para o
ministro, a estrutura do poder público estaria sendo utilizada em
privilégio da candidata.
De acordo com a representação, a presidente fez
uma visita “claramente direcionada para as gravações do programa
eleitoral” a uma Unidade Básica de Saúde - UBS, em Garulhos – SP, no dia
4 de agosto, para receber profissionais do programa.
Em análise
preliminar, o ministro entendeu que “na perspectiva de um razoável
equilíbrio no processo democrático, que já pende fortemente em benefício
daqueles que dispõem do poder almejado, ser apropriada ao caso a
aplicação do poder geral de cautela, de modo a impedir a reexibição do
trecho veiculado na mídia anexada aos presentes autos”. Admar Gonzaga
observou ainda que a representação deve ser direcionada apenas aos
agentes públicos, ou seja, Dilma Rousseff, Michel Temer e Artur Chioro.
Portanto, os funcionários da unidade de saúde não podem ser questionados
por meio desta representação. “A participação no polo passivo deve se
limitar aos agentes públicos contra os quais se possa traçar uma
responsabilidade objetiva, ou seja, àqueles que, por ação ou omissão,
contribuíram para o evento danoso à democracia”, decidiu.
Nenhum comentário:
Postar um comentário