O corpo de Douglas Azevedo Lourenço, de 28 anos, foi velado na tarde
desta quarta-feira (5) na funerária Parque da Paz, no conjunto Santa
Catarina, na Zona Norte de Natal.
O vigilante foi morto nesta terça-feira (4) durante uma ação policial
na praia da Redinha, também na Zona Norte da capital potiguar. A família
de Douglas afirma que o vigilante foi feito refém pelo criminoso que
trocou tiros com os PMs. Os dois morreram dentro do carro da vítima.
O comandante geral da PM do Rio Grande do Norte, coronel Francisco
Araújo Silva determinou a instauração de um Inquérito Policial Militar
(IPM) para apurar a conduta dos PMs envolvidos na ação policial. "O
inquérito tem um prazo legal de 40 dias. A investigação vai apurar se os
tiros que mataram o suposto refém partiram da PM ou do outro homem que
estava no carro", disse Araújo.
Ainda de acordo com o coronel Araújo, as informações que se têm até o
momento é que os policiais receberam um chamado de que havia um veículo
roubado com um assaltante dentro na Redinha, Zona Norte da capital. "Ao
abordarem o veículo, os policiais foram recebidos a tiros e houve o
revide", acrescentou.
O comandante revelou que as armas de todos os policiais que estavam
próximos à ocorrência já foram recolhidas e estão à disposição da
Polícia Civil para os devidos exames de balística que comprovarão de
onde partiram os tiros.
A delegada que atendeu à ocorrência, Thaís Aires, informou que dois
policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) já foram
ouvidos e outros PMs serão chamados para prestar depoimento. Segundo
ela, a família de Douglas Azevedo Lourenço registrou um boletim de
ocorrência relatando que ele foi feito refém quando estava na praia da
Redinha para apresentar sua casa de veraneio a um casal que estava
interessado em alugar o imóvel. Antes mesmo de descer do veículo, o
vigilante foi abordado pelo suspeito e foi obrigado a dirigir o carro,
que cruzou com os carros da Polícia Militar logo depois.
G1-RN
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