A ex-senadora e terceira colocada na disputa pela Presidência, Marina
Silva, disse que prefere "perder ganhando do que ganhar perdendo", em
referência aos ataques que sofreu durante a campanha, principalmente por
parte do candidatura da presidente reeleita Dilma Rousseff (PT). A
declaração foi dada em entrevista ao canal Globonews, que foi ao ar no
sábado (13).
"Ganhar perdendo é usar o marketing político, a calúnia, a difamação - o jogo do poder pelo poder", afirmou a ex-senadora.
Em outro momento, a ex-senadora disse que foi vítima de preconceitos
por parte da campanha petista, e comparou sua trajetória de vida à do
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010). "Eu prefiro estar
no lugar de quem foi atacada, desconstruída injustamente, com todo tipo
de calúnia e difamação, de preconceitos", disse, para completar:
"Preconceitos que eu vi muitas vezes sendo utilizados contra o
presidente Lula, na época em que ele foi candidato contra o Collor."
Marina também criticou Dilma e seu governo por adotarem medidas,
principalmente na área econômica, que foram atacadas pelo PT durante a
campanha. "Nós não queremos fazer um discurso na hora de ganhar e
[falar] uma outra coisa na hora de governar", disse. "Muitas das coisas
que nós defendíamos agora estão sendo feitas."
Sobre a Rede, Marina comentou que houve "ação política nos cartórios"
para impossibilitar o registro a tempo. Segundo ela, essa "ação
política (...) operou no Congresso Nacional para mudar as regras do jogo
depois que já haviam sido registrados três partidos recentes. [Esses
partidos] tinham sido beneficiados pela legislação eleitoral". Em
seguida, Marina defendeu que a legislação eleitoral mudou "para
prejudicar a Rede".
PETROBRAS - Instada a comentar a declaração do
procurador-geral da República, Rodrigo Janot, segundo a qual a Petrobras
foi vítima de uma "gestão desastrosa" - e, portanto, a atual diretoria
deveria ser trocada -, Marina concordou. "É preciso mudar essa diretoria
da Petrobras", disse.
A diretoria, disse a ex-senadora, "não teve a competência e o compromisso para evitar o que foi feito na Petrobras".
Em outro momento da entrevista, já no final, ela voltou a comentar o
tema. "Você assume a diretoria de uma empresa como a Petrobras para se
servir da Petrobras, e não para servir aos brasileiros", comentou. "É
isso que precisa acabar."
Da Folhapress
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