Os problemas
surgiram com a sétima fase da operação Lava Jato, da Polícia Federal,
desencadeada na primeira quinzena de novembro e que prendeu executivos
de várias construtoras, como Camargo Corrêa, OAS, Mendes Júnior, UTC,
Engevix, Iesa, Galvão Engenharia e Queiroz Galvão. No fim de dezembro, a
situação se complicou ainda mais com a lista de 23 empresas proibidas
de participar de novas licitações da Petrobrás. Sem crédito no mercado e
com o caixa debilitado pela falta de pagamento da estatal, que também
não tem reconhecido aditivos bilionários das contratadas, as
construtoras começaram a atrasar salários e a demitir. A campeã de
desligamentos é a Alumini (ex-Alusa), que pediu recuperação judicial na
quinta-feira. Na Refinaria Abreu e Lima, demitiu 5 mil funcionários, mas
pagou apenas 58% do valor da rescisão, afirma o diretor do Sindicato
das Indústrias de Construção de Pernambuco (Sintepav), Leodelson Bastos.
Segundo ele, a irregularidade no pagamento das rescisões tem sido geral
nas obras da Abreu e Lima.
"Na Engevix, 700 funcionários foram
demitidos e, por enquanto, eles só receberam o FGTS. Na Galvão, apenas
60% dos mil demitidos receberam." No consórcio Coeg, formado pelas
empresas Conduto e Egesa, 500 funcionários foram mandados embora e 337
ainda não receberam a indenização, completou ele. "Aqueles que continuam
trabalhando para o consórcio estão com os salários atrasados." A
Engevix afirmou que, como as demissões ocorreram em dezembro, nem todos
os processos foram concluídos.
Estadão Conteúdo
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