“Como esses animais têm pulmões, eles precisam respirar. No entanto, em
alto mar existem muitas redes de arrasto e de contenção, e muitos
animais ficam presos. No caso de golfinhos, tartarugas e baleias, eles
acabam se afogando e morrendo por que não podem subir à superfície”,
explicou Artoni.
Ele explicou ainda que estas redes de arrasto são colocadas sempre
abaixo do nível do mar, e somente os pescadores sabem a localização.
Devido a isso, Artoni explicou que sempre orienta de modo a
conscientizar esses trabalhadores quanto a fiscalização destes
equipamentos. “A colocação dessas redes de contenção é crime. E rede de
arrasto também é crime. Mas a gente sempre conversa e orienta os
pescadores para poder monitorar suas redes, para que esses animais não
se enrosquem”, disse.
Ainda de acordo o especialista, esses répteis colocam de 100 a 170 ovos
no período de desova, que vai de setembro a março, em todo o litoral do
Estado. “Em relação aos ovos, pedimos aos pescadores e banhistas que,
quando verem as posturas, não mexam, nem peguem nos ovos, pois é crime
ambiental”, alertou ele, lembrando que já existe uma lei que prevê multa
de até R$ 5 mil por cada ovo.
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