De acordo a EMPARN, as reuniões de especialistas ocorrem anualmente,
entre dezembro e abril, para analisar a chegada de chuvas no RN. Na
última reunião, em janeiro, o panorama apontava 45% de possibilidade de
chuvas “abaixo do normal” este ano.
Gilmar Bistrot, meteorologista chefe da EMPARN, ressalta que a
oscilação da temperatura do Oceano Atlântico dificulta a delimitação de
um prognóstico para o inverno. “Há uma oscilação muito grande na
temperatura do Atlântico, o que não dá estabilidade para formação do
sistema. Ele apresenta momentos quentes e frios, causados pelas
correntes marítimas. Está meio fora do normal. Estamos melhorando esse
monitoramento, que pode indicar uma transição entre um período adverso –
Atlântico frio – e a normalidade”, explica.
O oceano Atlântico atinge a temperatura máxima entre março e abril, e
é uma das condições para que a Zona de Convergência Intertropical atue
no nordeste durante o período. “Só então teremos as condições ideais de
chuva prolongada”, aponta Bistrot. Hoje, a ZCIT já atua no RN, com
chuvas isoladas ocorrendo no interior do estado. Com as primeiras
chuvas, 23 municípios saíram da condição “muito seco” em janeiro para
“normal” em fevereiro, segundo monitoramento da Emparn.
Tribuna do Norte
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