Com medo de solfrer alguma represália, Wiclay de Jesus da Silva Freire
fugiu do local do crime. Contudo, pouco tempo depois, pegou um ônibus e
procurou a Delegacia de Plantão da Zona Sul de Natal,
onde se apresentou e admitiu ter matado a esposa. “Eu a amava, mas tive
um apagão. Estava no carro quando minha mente apagou. Quando acordei,
já tinha acontecido e ela estava morta”, disse o soldado. Após ser
ouvido, ele foi liberado pelo delegado Carlos Queiroz e deve responder
pelo homicídio em liberdade.
O delegado explicou que Wiclay não ficou preso porque ele se apresentou
espontaneamente para confessar o crime, o que impediu a prisão em
flagrante. Além de ter sido autuado pelo homicídio, o soldado também
deve responder por estar com um revólver, já que a junta médica da PM
também o considerou inapto para o uso de qualquer armamento de fogo. A
arma, que tinha cinco munições deflagradas e uma intacta, foi
apreendida.
Wiclay afirmou que não queria ter matado a mulher. Ele contou que
Givanilda havia saído de casa fazia cinco dias, e que ele não aceitava o
fim do relacionamento. “Eu não queria me separar dela. Agora estamos
separados para sempre”, lamentou. “Estou arrependido”, acrescentou.
Enquanto casados, Wiclay e Givanilda tiveram três filhos: uma criança de 2 anos, outra de 10 e um adolescente de 17.
G1-RN
Nenhum comentário:
Postar um comentário