O projeto de lei que tenta transformar a chamada “cristofobia” em
crime hediondo deve tramitar em regime de urgência na Câmara. Foi o que
declarou nesta quinta-feira (11) o próprio presidente da Casa, Eduardo
Cunha (PMDB-RJ), depois de mais uma rodada de votações sobre reforma
política. Entenda-se por cristofobia, de acordo com quem utiliza o
termo, uma espécie de aversão a preceitos e práticas cristãos, em que
eventuais detratores dispensariam a religiosos o mesmo tratamento – a
“homofobia” – dado a homossexuais por parte dos chamados homofóbicos.
De autoria do líder do PSD na Câmara, deputado Rogério Rosso (DF), a
matéria aumenta a pena de ultraje a culto para até oito anos de prisão.
Hoje, a pena para esse tipo de crime varia de um mês a até um ano de
cadeia, como estipula o artigo 208 do Código Penal. “Se tiver a urgência
dos líderes, eu ponho para votar”, disse Cunha nesta quinta-feira (11),
referindo-se à tramitação do projeto.
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