"Para funcionar, os nossos serviços precisam de
complementação. O COHM necessita de R$ 2 milhões por mês, pois são
tratamentos caros. É muito difícil manter o hospital funcionando com
esses atrasos. Lutamos para não ter de suspender nenhum serviço, mas,
sem os pagamentos da Prefeitura e do Estado todos são afetados", afirma o
diretor.
Cure de Medeiros conta que os cirurgiões que atuam no COHM
estão com pagamentos em atraso há cinco meses. Já os funcionários Centro
de Oncologia e da Liga Mossoroense de Estudos e Combate ao Câncer
(LMECC) estão com um mês de salário atrasado. Ele explica que, por causa
dos atrasos, o Ministério Público do Trabalho entrou com ação judicial
contra o Estado e a PMM para que as dívidas sejam pagas.
A Secretaria
de Estado da Saúde Pública (Sesap) informou, através da assessoria, que
o processo de pagamento à unidade está em tramitação no setor
financeiro da pasta. Em nota, a pasta disse que foram efetuados os
pagamentos dos meses de janeiro e fevereiro deste ano. Já os meses
seguintes devem ser pagos até a próxima semana.
A assessoria de
comunicação da Secretaria Municipal da Saúde declarou que a dívida da
PMM com a oncologia está sendo discutida por vias judiciais entre a
pasta, a Secretaria Municipal da Fazenda, a Procuradoria Municipal, a
direção do COHM e a advocacia da unidade. A assessoria informou ainda
que o pagamento do SUS ao Centro de Oncologia e o repasse aos
anestesiologistas estão em dia, restando em aberto a complementação do
município à unidade.
O Mossoroense
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