quinta-feira, 18 de junho de 2015

MP investiga falta de ações educacionais nos presídios do RN

Presos só têm a disposição livros da biblioteca da Penitenciária Estadual de Alcaçuz (Foto: Felipe Gibson/G1)A 39° Promotoria de Justiça de Natal instaurou um inquérito civil para investigar a ausência de espaços adequados para a prática de ações educacionais dentro dos presídios do Rio Grande do Norte. Segundo portaria publicada na edição desta quinta-feira (18) do Diário Oficial do Estado, o objetivo é assegurar aos detentos o acesso à educação. De acordo com informações repassadas pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejuc) ao Ministério Público, o Rio Grande do Norte possui atualmente 7.700 pessoas reclusas.

“É notória a ausência de escolas e bibliotecas na esfera das unidades prisionais do RN, afrontado a legislação pátria e os direitos dos reclusos a educação, como instrumento de sua ressocialização, ferindo, sem dúvidas, aos constitucionais princípios da igualdade e da dignidade da pessoa humana”, ressalta a portaria assinada pelo promotor Antônio de Siqueira Cabral.

Ainda segundo a portaria, o promotor considera que o condenado que cumpre pena em regime fechado ou semiaberto poderá reduzir, “por trabalho ou por estudo”, parte do tempo de execução da pena. E que o artigo 83 da Lei de Execução Penal “determina a instalação de salas de aulas nas instituições prisionais”.

G1-RN

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