Nesses dois anos, houve a reposição de 204 km² de florestas, mas o
desmatamento foi quase 300 vezes maior: 59,4 mil km². A perda da
vegetação florestal deveu-se principalmente à expansão agrícola, que
respondeu por 68% da redução das florestas no país. A expansão da
pastagem plantada respondeu por outros 28% e a silvicultura por apenas
4%.
Segundo a pesquisa Mudanças na Cobertura e Uso da Terra do IBGE, no
entanto, a principal perda de vegetação natural ocorreu nas pastagens
naturais, que são áreas de vegetação campestre natural sujeitas a
atividade pastoril de baixa intensidade e que perderam 7,8% de sua
superfície nesse período.
A expansão agrícola também foi responsável por 65% do recuo das pastagens naturais. Outros 35% de perda foram provocados pela expansão da pastagem plantada.
As áreas de vegetação campestre alagada, como charcos e pântanos,
reduziram-se em 5,9%, enquanto as de vegetação campestre, como savanas,
perderam 2,7% de sua superfície.
Ao mesmo tempo, as áreas artificiais, que incluem áreas urbanas,
cresceram 2,5%, as áreas agrícolas aumentaram em 8,6% e as pastagens
plantadas avançaram 11,1%. A silvicultura teve crescimento de 4,6%
nesses dois anos.
Agência Brasil
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