A adequação dos salários dos servidores da Câmara ao teto
constitucional vai ficar para 2014, disse nesta quarta-feira (18) o
presidente da Casa, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), após reunião da Mesa Diretora.
Nos meses de agosto e setembro, o plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) determinou à Câmara e ao Senado o corte da parcela excedente dos servidores que ganham acima do teto constitucional fixado atualmente em R$ 28 mil.
Com a determinação, a estimativa é que sejam reduzidos os vencimentos
de 1,5 mil servidores das duas Casas ao teto do funcionalismo. No caso
do Senado, também a devolução do dinheiro pago acima do teto nos últimos
cinco anos.
"Estamos propondo uma reunião da Mesa Diretora da Câmara, da Mesa do
Senado, e uma conversa com o Tribunal de Contas para que a gente possa
chegar a construção de um consenso, com respeito ao teto. Não adianta
ter um comportamento aqui, o Senado ter um e o tribunal ter outro",
disse Alves.
O TCU é um órgão previsto na Constituição Federal e ligado ao Congresso Nacional,
que tem por missão exercer a fiscalização contábil, financeira,
orçamentária, operacional e patrimonial da União e das entidades da
administração direta e administração indireta.
Após a decisão, o Ministério Público e a Associação dos Consultores Legislativos e dos Advogados do Senado Federal (Alesfe)
entraram com recursos sobre o prazo de cumprimento da decisão, suspensa
até a análise do mérito. Mesmo assim, o Senado iniciou o desconto nos
salários.
A previsão, de acordo com Alves, é que a reunião ocorra em janeiro.
"A gente quer ter um tratamento isonômico, mas como estamos pautando
pela conciliação, vamos discutir com o Senado uma decisão conjunta das
duas Casa, essa conversa deverá ser logo no início do ano", disse.
O TCU, em sua última sessão em 2013, ocorrida na segunda-feira (16),
não apreciou o recurso, o que, na prática, deixa a decisão para janeiro.
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