Até a Globo já entrou na conversa e deu seu pitaco: a emissora que paga os direitos de transmissão do
Brasileirão quer a volta da fórmula do mata-mata – os índices de
audiência do campeonato desde a introdução dos pontos corridos, em 2003,
despencam ano após ano.
O presidente da CBF,
José Maria Marin, conversou nos últimos dias com Marco Polo Del Nero,
seu vice, sobre a possibilidade de a edição deste ano contar com 24
clubes, incluindo Lusa, Vasco, Ponte e Náutico, que caíram.
Em cima disso, a CBF cogita organizar
um torneio com dois grupos de 12 times, cada. Eles se enfrentariam em
turno e returno, apenas contra adversários de sua chave. Os quatro
primeiros colocados de cada grupo passariam às quartas de final, quando
começaria o mata-mata.
Existe importante vantagem prática em
um eventual Brasileirão desta maneira: ele só teria 28 datas, dez a
menos do que o modelo de 2013. E o futebol nacional vive problema sério
de calendário, principalmente pela realização da Copa do Mundo, que vai
abocanhar quase dois meses do ano.
Política - Por trás de uma eventual
virada de mesa, também há um cunho político. Em abril, ocorre a eleição
para a presidência da CBF e apenas os presidentes de clubes da Série A
têm direito a voto. Com a inclusão de Lusa, Vasco, Ponte e Náutico,
Marco Polo, candidato da situação, pode garantir mais quatro votos.
Além dos times, têm direito a voto os
presidentes das 27 federações de futebol do país. Andrés Sanchez,
ex-presidente do Corinthians, será o candidato da oposição.
Fonte: Blog do Jorge Nicola - IG
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