A
solicitação de prisão provisória do suspeito feita pelo delegado Helder
Carvalhal foi concedida através de mandado judicial expedido pela juíza
Maria Nivalda Neco Torquato Lopes, da Comarca de Assu. Até ontem, 6, o
suspeito permanecia detido em Assu, mas deverá ser transferido para um
Centro de Detenção Provisório (CDP) do Estado. "Acredito que ele deva
ser transferido para Natal por questões de segurança", adiantou o
delegado.
Além
do padrasto da adolescente, também está detida a mãe da vítima que
convivia com o suspeito há mais de um ano. Segundo a investigação feita
pelo delegado, a própria mãe da menina foi conivente com o crime. A mãe
se defendeu dizendo ter sofrido ameaças e chantagens do companheiro
(suspeito do estupro). A mãe da adolescente tem 42 anos e o suspeito que
convivia com ela tem 27 anos.
O Crime
De
acordo com o delegado Helder Carvalhal, a menina vinha sendo assediada
pelo padrasto, que ao perceber que não conseguiria alcançar o seu
objetivo de forma amigável investiu na violência. Manteve a menor presa
em casa, onde a estuprou na noite do dia 28 de janeiro. Na madrugada do
dia 29, por volta das 4 horas da madrugada, a vítima se aproveitou de um
descuido do agressor e da mãe e conseguiu escapar e pedir socorro aos
familiares. A vítima está sob a guarda da família em local seguro.
Helder
Carvalhal adiantou que está há apenas quatro meses à frente da Polícia
Civil de Assu, porém, ressaltou que é alarmante o número de casos de
estupro registrados na cidade e região, principalmente envolvendo
menores. Em quatro meses eu estou investigando cerca de 10 inquéritos de
estupro. "É um índice muito alto de estupros para uma cidade do porte
de Assu", frisou.
Gazeta do Oeste
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