Na última semana, em decorrência das descobertas feitas pela Operação
Lava Jato, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, elevou o tom
das críticas ao governo. Durante evento de combate à corrupção disse
que o escândalo da Petrobras “convulsiona” o País e que está
envergonhado pelo fato de o “Brasil ser extremamente corrupto”. Janot
propôs a demissão de toda a direção da estatal, segundo ele, responsável
por uma “gestão desastrosa”, e mandou um recado direto a corruptos e
corruptores: “Não haverá descanso enquanto não houver punição a todos os
que instalaram uma roubalheira desenfreada na maior empresa pública do
país”.
A insistência do procurador em um modelo de negociação que pode
impedir a Lava Jato de chegar ao Planalto e ao mesmo tempo apertar o
cerco contra as empreiteiras já fez com que os empresários abrissem mão
do projeto inicial de buscar um acordo comum. Com executivos na cadeia e
um torniquete financeiro cada vez mais apertado, muitos concordaram com
delações premiadas ao longo das duas últimas semanas.
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