A
mudança, refletindo o grande crescimento econômico da China, levanta
questões sobre a sua responsabilidade histórica pelo aumento das
temperaturas relacionado com inundações, desertificação, ondas de calor e
elevação do nível do mar.
Quase 200 nações se reunirão em Paris em dezembro para fechar um acordo climático global pós-2020.
- Há alguns anos, as emissões per capita da China eram
baixas, sua responsabilidade histórica era baixa. Isso está mudando
rapidamente - disse Glen Peters, do Centro Internacional para Pesquisa
do Clima e do Meio Ambiente-Oslo (Cicero, na sigla em inglês), segundo o
qual a China ultrapassará em total os Estados Unidos este ano.
Usando dados ligeiramente diferentes, o World Resources
Institute, consultoria com sede nos EUA, estima que as emissões de
dióxido de carbono acumuladas pela China totalizarão 151 bilhões de
toneladas no período 1990-2016, ultrapassando no ano que vem o total dos
EUA, de 147 bilhões.
O aumento das emissões cumulativas expõe a China a demandas
de responsabilidade por parte de outros países em desenvolvimento, disse
Daniel Farber, professor de direito da Universidade da Califórnia, em
Berkeley.
Em um princípio estabelecido pela ONU em 1992, cabe aos
países ricos reduzirem as emissões de gases de efeito estufa porque a
sua riqueza é baseada na queima de carvão, petróleo e gás natural desde a
Revolução Industrial, iniciada no século 18.
Por O Globo
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